couple stories | histórias de casal

A couple will remember moments together that will form the basis of their shared story.

To narrate this common piece of history can be a gift for both to treasure the relationship.

The couple’s story can be used as a textual souvenir of their time together or be used for their wedding invitation.

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Um casal se lembrará de momentos juntos que formarão a base de sua história compartilhada.

Narrar esse pedaço comum de história pode ser um presente para ambos apreciarem o relacionamento.

A história do casal pode ser usada como uma lembrança textural do tempo que passaram juntos ou como um convite de casamento.

era para ser

Tamara e Eric estavam no mesmo lugar ao mesmo tempo, mas não se encontraram. No happy hour pós-feira de eventos que reuniu funcionários de diversas empresas participantes, os dois estavam presentes, mas o destino não os uniu, pelo menos não desta vez. Tamara até tem uma foto em que aparece ao lado de um dos colegas de Eric. Todavia, uma segunda chance da vida abriu as portas para que os dois viessem a se conhecer no mesmo happy hour, um ano depois. O dia está marcado na memória deles: 23 de maio de 2019. Tamara dançava alegremente quando Eric se aproximou dela. Ele se recorda do vestido que Tamara usava de cor preta. A comunicação através dos passos de dança fluiu entre a brasileira e o americano.

Sem falar muito da língua nativa um do outro, os dois passaram a se comunicar mais com o corpo do que com a boca. A mímica se tornou inevitável na conversa não-verbal que ocorria na pista de dança. Mesmo assim, a interação correu com naturalidade. Eles se divertiram juntos curtindo o som local. Tamara tentava explicar o significado das letras de músicas dos Titãs, Barão Vermelho e outras bandas brasileiras. Eric se sentiu aliviado de não ter que se arriscar em passos de samba e as batidas de rock o agradavam. Em uma foto de grupo do pessoal do trabalho, Tamara puxou Eric para entrar no quadro. Essa é a primeira foto dos dois juntos.

Os amigos de Tamara acharam que Eric fosse espanhol já que ele tentava conversar nessa língua e passaram a chamá-lo de muchacho. Erraram a origem, Eric vinha dos Estados Unidos, mas esforçava-se para se comunicar com o vocabulário hispânico que aprendera pela vida. Com a noite animada se estendendo, uma amiga de Tamara resolveu colocar Eric contra a parede para saber as impressões dele sobre a amiga. Perguntou ela para o americano se achava Tamara bonita. A resposta foi certeira: “100% gorgeous!”.

Não havia mais dúvidas de que o caminho estava aberto para que os dois se aproximassem. Ao ser reportada da resposta do americano, Tamara sentiu que um portal se abriu naquele momento para ela, como um código para um acesso secreto. A oportunidade estava armada. Eric convidou Tamara para esticar a noite em outro lugar. Ela recusou a sugestão do estrangeiro. Ao invés disso, porém, ela o convidou para ir com ela e seu cachorro ao Parque do Ibirapuera no sábado. Eles trocaram números de telefone e o encontro estava marcado.

Tamara, no entanto, apareceu sem seu bichano que passava mal naquele dia. Eric se animou já que ela estava levando era somente ele para um dia no parque. Tamara o buscou de seu hotel e partiram para o passeio. No parque, falaram de diversos assuntos, apesar da dificuldade na comunicação. Mesmo assim, trocaram ideias sobre signo, ele de Áries e ela de Gêmeos, e coisas da vida. Sentaram-se na beira do lago, ele colocou sua blusa de frio no chão para que Tamara não se sujasse. Eric perguntava o nome de tudo que via em português. Conversaram muito por sinais. Ela mostrava um tanto de sua experiência e como percorria as pistas do Ibirapuera com seus patins rollerblade com frequência. Começou a chover e os dois curtiram o momento refrescante.

Um evento levou a outro. Tamara precisava comprar um cobertor e convidou Eric para acompanhá-la. Partiram para o Shopping Ibirapuera. Na Ofner, onde pararam para um café, ele disse que já era doce o bastante que não precisava de um quitute. Ela passou a chamá-lo de Sugar, se lembrando também da música “Ah, sugar/Ah, honey, honey”. No fundo, sempre sonhou em chamar alguém significante em sua vida assim. Na saída, já não se lembravam onde o carro estava parado no estacionamento e ficaram os dois procurando o veículo. Ao deixar ele no hotel, Eric a convidou para subir, mas Tamara declinou o convite.

Ao comentar, porém, seu desejo frustrado de conhecer a praia já que um ano antes seus planos foram frustrados pela greve dos caminhões, Eric abriu o caminho para uma nova proposta. Tamara queria levá-lo no domingo para ver o mar, mas achou que ele não conseguiria acordar cedo, pois iria a uma comemoração de aniversário naquela noite que antecedia a viagem. Eric, contudo, se prontificou a estar no lugar de partida pela manhã. Tamara já tinha uma ideia em mente. Pouco tempo antes tinha conhecido a privada praia de Iporanga no Guarujá, ideal para um bate e volta.

Eric logo cedo já mandou mensagem para Tamara que nem esperava tamanha disposição. Encontraram-se em um café para partir para o litoral. Eric fez sua malinha sem saber quanto tempo duraria a viagem. Tamara se lembra da imagem dele chegando de bermuda, pronto para a aventura praiana. Eric se recorda da roupa roxa dela com flores já preparada com seu biquíni por baixo. Foram na estrada ouvindo um mix de músicas americanas antigas. Tamara se impressionava com as poucas palavras que Eric sabia em português. Ela comentou que era uma pena o tempo não estar tão bom para o passeio, mas para Eric, aquele era o melhor dos mundos com temperaturas agradabilíssimas.

Chegaram ao destino. Estacionaram na praia de São Pedro e foram caminhando para Iporanga. Tamara queria apresentar a cachoeira local para Eric que se empolgou para entrar debaixo d’água esperando uma corrente amena. Mas sentiu em seu corpo o gelado líquido que caia. A fluidez do encontro fazia Tamara sentir que Eric já era seu namorado apesar de estarem somente se conhecendo naquele momento. Tiraram a primeira foto só dos dois juntos, descabelados na praia. Criou-se nessa viagem um vínculo maior por passarem muitas horas juntos. O sentimento entre os dois começou ali. Aproveitaram cada momento do dia juntos.

O domingo selou o encontro. Eric pegou uma florzinha caída no chão sendo que achava que Tamara não aprovaria que ele arrancasse uma da natureza e a colocou no cabelo dela. Era uma Maria-Sem-Vegonha que a avó de Tamara plantava e remetia a lembranças tenras de sua infância. A frequência dos dois vibrava na mesma sintonia. Tamara sentia a presença de Eric. Tudo o que ela falava parecia interessante para ele. Até o apelidou de Pequeno Príncipe pelas curiosidades singelas do americano. Os dois visitavam o espaço um do outro e apreciavam o aqui e agora.

Na praia dos pescadores, pararam para comer ostras juntos o que se tornou uma rotina para o casal no futuro. Já na Praia de Pernambuco, Eric se impressionou com a faixa de areia no encontro das águas enquanto Tamara se esforçava para explicar o significado de Mar Casado. Andavam de mãos dadas e o papo fluía sobre livros. Tamara também surpreendeu Eric ao contar que praticava dança de salão e dominava salsa, tango, entre outras. O domingo perfeito continuou quando voltaram para São Paulo e foram jantar juntos. Ao detectar uma capirinha de jabuticaba no restaurante, Tamara queria mostrar como era essa fruta brasileira para Eric, mas não havia um único exemplar que não fosse congelado.

No próximo encontro, Tamara apareceu com um presente, jabuticabas frescas que rodou a cidade para encontrar. Eric colocou sua melhor camisa para o date. Ao mesmo tempo em que Tamara queria apresentar o mundo dela para Eric, ele também se esforçava para mostrar um pouco do seu. Horseradish, ou raiz-forte, foi a parte de seu universo que introduziu para a brasileira. Na saída do restaurante, a chuva caía. Aproveitaram os dois para dançar debaixo da água que caía de cima para viver uma cena de filme juntos. A noite dos dois terminou no hotel de Eric.

O fim da viagem de negócios do americano chegou. Retornou ele para os Estados Unidos. De lá, enviou a música “Home”, de Edward Sharpe & The Magnetic Zeros. Tamara se emocionou com a canção já que a letra remetia a experiência que eles tinham tido no pouco, mas intenso tempo juntos, principalmente o domingo na praia. Os dois foram se falando por WhatsApp e conhecendo mais e mais um do outro. Os colegas de Tamara nem sabiam o nome de Eric já que ela só o chamava de Sugar. Para ela, o sentimento de que eles construíam um relacionamento já estava presente.

No aniversário de Tamara, Eric procurou um presente especial para mandar para a brasileira. Ele pensou bastante e juntou duas informações que tinha que eram favoritas dela: a flor e a cor. Uma orquídea azul foi enviada. Eric ficou tenso, pois percebeu que uma vizinha havia assinado o recebimento da mesma. Para seu alívio, o presente chegou às mãos de Tamara. Ela, por sua vez, em sua comemoração de aniversário, cortou o bolo fazendo um pedido que era o desejo mais profundo que possuía: encontrar novamente com Eric.

Eric queria tirar a prova dos nove e entender se o futuro dos dois iria se desenrolar, se aquilo que estavam vivendo era real. Tamara chorou ao ler o email em Eric se abria sobre seu propósito. Ele agendou uma ida ao Brasil e convidou Tamara a viajar pelo país. Programaram de visitar o Rio de Janeiro, intenção de Eric, e Tamara propôs Porto de Galinhas para um segundo destino. Passar uma boa quantidade de dias juntos, para Eric, era o caminho ideal para descobrir se o relacionamento iria vingar. A viagem confirmou as previsões e o vínculo entre os dois se intensificou.

Após alguns meses, Eric retornou ao Brasil para curtir o carnaval com Tamara. Os dois aproveitaram o feriado em Paraty fantasiados de Netuno e Sereia. A pandemia do coronavírus se instaurou logo depois dessa viagem. Os dois ficaram presos em seus países sem a possibilidade de coordenar um novo encontro. Um plano de viagem de Tamara à América do Norte teve que ser adiado. Algum tempo depois, no entanto, deram um jeito e passaram uma quarentena forçada no México antes dela poder entrar nos Estados Unidos.

Lá, Tamara conheceu a família de Eric e se sentiu bem à vontade com os parentes do amado. Ela tinha um forte desejo de conhecer o Central Park, em Nova York. Viajaram os dois para a cidade da Grande Maçã. No passeio ao parque, Eric se frustrava com casais em todos os lugares tanto se casando como noivando. Ele preparara uma surpresa para Tamara. Achou um cantinho especial e abriu que queria viver a vida com ela enquanto ofereceu o anel de noivado para a brasileira. Eric só esqueceu-se de um pequeno detalhe, de fazer o pedido, mas isso não importou tanto já que o sim de Tamara era evidente.

Na próxima viagem ao Brasil, decidiram selar a união no civil para adiantar o processo. Assim, poderiam ir e vir dos respectivos países de origem durante a pandemia. Trocaram alianças em uma cerimônia intimista. Partiram então para a lua de mel no Equador. Eric sonhava em conhecer por onde passam todos os trópicos do globo e Tamara também embarcou nesse anseio. Já estiveram no Trópico de Capricórnio, em Ubatuba, no Trópico de Câncer, no México, e testemunharam a Linha do Equador no próprio país. Planejam no futuro desbravar o Alaska por conter o Círculo Polar Ártico e depois o Círculo Polar Antártico para finalizar a lista.

Tamara foi com Eric para os Estados Unidos e acabou ficando por lá mais tempo do que o previsto. Com todas suas atividades funcionando de forma remota, teve a oportunidade de continuar ao lado de seu amado. Os dois apreciaram o estar no mesmo lugar por meses. No momento, encontram-se entre o Brasil e os Estados Unidos. Planejam a festa de casamento para 2022 quando a pandemia estiver mais controlada para coroar toda essa história de amor e união dos dois. O encontro do happy hour rendeu uma vida a dois em que planejam continuar construindo memórias juntos.